As Quatro Leis para a Vida por Lao Tzu

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Segundo a tradição Chinesa, Lao Tzu (ou Lao Zi) trabalhou muitos anos como bibliotecário real, exercendo o cargo de superintendente judicial dos arquivos imperiais em Loyang, capital do estado de Ch’u. O seu contato com os livros e a sua sabedoria pessoal induziram-no a criar uma doutrina de caráter panteísta segundo a qual o Tao, ou caminho, é o princípio material e espiritual, criador e ordenador do mundo.

No terreno prático, preconizou a vida contemplativa e a supressão de qualquer desejo. Desgostoso com as intrigas e disputas da vida na corte, ele decidiu abandonar esta vida, seguindo para as Terras do Oeste, em direção à Índia.

Ao chegar à fronteira, o guardião de fronteiras Yin-hsi reconheceu sua sabedoria, o reverenciou conforme a tradição chinesa pedindo para tornar-se seu discípulo e pediu a ele que, antes de sair da China, deixasse um registro de seus ensinamentos por escrito. Assim, antes de partir, Lao Tzu escreveu os 81 pequenos poemas que receberam o título de Tao Te Ching, comumente traduzido como O Livro do Caminho e da Virtude, é uma das mais conhecidas e importantes obras da literatura da China. Foi escrito entre 350 e 250 a.C. Sua autoria é, tradicionalmente, atribuída a Lao Tzi (literalmente, “Velho Mestre”).
O Tao Te Ching é uma obra enriquecedora que tem muito a nos ensinar. Porém, um fato sobre o Tao Te Ching é que cada tradução é a interpretação do tradutor e, em seguida, o que você compreende a partir da tradução é novamente baseado em sua perspectiva. Por exemplo, vamos dar uma olhada neste verso sobre a virtude:

Tradução do chinês para inglês:
“A man of highest virtue Will not display it as his own;
His virtue then is real.
Low virtue makes one miss no chance To show his virtue off;
His virtue then is nought. High virtue is at rest;
It knows no need to act.
Low virtue is a busyness Pretending to accomplishment.
Truly, once the Way is lost, There comes then virtue; Virtue lost, comes then compassion; After that morality;
And when that’s lost, there’s etiquette, The husk of all good faith,
The rising point of anarchy.” ~ The Way of Life, Blakney trans., 38

Tradução do inglês para o português: 
“Um homem de virtude elevada, não a exibe como sua,
sua virtude então, é real.
Pouca virtude faz com que não se perca uma chance sequer de exibi-la,
sua virtude então, é nada.
Virtude elevada é o repouso,
Sabe que não há necessidade de agir.
Pouca virtude é uma ocupação que finge realização.
Verdadeiramente, uma vez que o Caminho é perdido, Lá está a virtude.
Quando a virtude é perdida, vem a compaixão, após a moralidade,
E quando isso é perdido, há a etiqueta, a casca de toda boa fé,
O ponto nascente da anarquia” ~ The Way Of Life trans., 38

O verso acima fala sobre os diferentes níveis de virtude existentes – pessoas com virtude elevada compreendem que são conectados com a fonte. Eles estão no fluxo da vida e agem de acordo com as leis universais. Enquanto pessoas de pouca virtude são superficiais e seus propósitos em ser virtuoso é apenas para chamar atenção para si mesmos, o que levanta uma boa questão, você é virtuoso pela atenção positiva que isso traz?

lao-tzu

Há uma compreensão muito interessante, que é a do Dr. Wayne Dyer sobre o Tao Te Ching, que se relaciona diretamente ao propósito de viver uma vida virtuosa e “As Quatro Virtudes Cardinais” que foi escrita por Lao Tzu. De acordo com Dyer, quando você pratica as quatro virtudes cardinais, você começa a viver a vida no fluxo do Universo. Essas virtudes não são baseadas em condicionamento social, mas sim, no fato de que todos nós compartilhamos de uma fonte comum e seguindo estas virtudes, todos nós podemos nos realinhar com o nosso verdadeiro eu para acender ao poder e energia que a fonte tem para oferecer.

Mas, o que são as Quatro Virtudes Cardinais?

1) Gentileza: é hora de acordar o divino feminino em cada um de nós que tem sido dominado pelo masculino. Mas como fazemos isso e como isso faz diferença quando eu sou mais gentil e bondoso? Ensinamentos de Dalai Lama vem à minha mente – o primeiro, “Se você pensa que é muito pequeno para fazer a diferença, tente dormir com um mosquito no quarto” rsrsrs. Se você tem a escolha entre estar certo e ser gentil, seja sempre gentil. A partir da gentileza nasce a bondade, e a partir da bondade nasce o amor e o amor supera tudo. Ainda que seja difícil agir a partir de um estágio amoroso todas as vezes, é aí que a Filosofia de Nisargadatta do “Eu Sou” contempla essa reflexão. Antes de qualquer ação, reação ou pensamento, apenas questione a si mesmo quem você deseja ser, o “Quem Eu Sou” ou “Eu Sou” e então responda de acordo. Escolha ser a melhor versão de você mesmo, continue crescendo e espalhando o amor.

2) Reverenciar: Toda Vida com amor e respeito por todos os seres vivos: pessoas, animais, plantas e criaturas. Respeite todos os animais, mesmo aqueles que são considerados comida e aqueles que não. Respeite todas as pessoas, mesmo que elas escolham um caminho diferente do seu. A divisão que a nós é imposta por cor, raça, nacionalidade e religião é uma arma efetiva usada para nos controlar, para nos manter divididos, para não percebemos que somos todos um e não apenas grupos denominados, rotulados e isolados. Uma vez que olhemos além dessas divisões criadas por nós mesmos, será muito óbvia a consideração de que cada um é parte de uma grande família e então, agir com gentileza e amor.

3) Sinceridade: Se você enxergar a nossa realidade atual com uma perspectiva abrangente talvez seja difícil conseguir ver honestidade, verdade e sinceridade. A ganância dominou nosso mundo e muitos dos meios para se manifestar, tais como a mídia, políticos, as corporações que colocam o lucro acima das pessoas, e a sinceridade fora jogada pela janela. Se torna ainda mais difícil para nós agirmos de forma sincera quando o mundo ao nosso redor está sucumbindo a um estado de desonestidade. A sinceridade consigo é o primeiro passo para ser sincero com os outros, pois a partir do momento que você mente para si mesmo, você está mentido para todo o resto. “Eu não preciso ser desonesto e falso. Esse é quem sou, e é assim que eu me sinto”

Sempre tenha em mente o seu verdadeiro propósito e que ser sincero é apenas outra flor desabrochando no jardim da vida.

4) Apoio: É comprovado em estudos científicos que ajudar os outros libera o mesmo tipo de hormônios de felicidade como quando se ajuda a si mesmo. Ajudar os outros é fundamental para o bem-estar e plenitude. Uma mão lava a outra, e isso traz uma sensação de sentido para a vida, não precisa começar muito longe, quem sabe em casa, com sua família,  com seus círculos de amigos e e então em todos os âmbitos da vida.

O que ou quem você apoia/ajuda é uma escolha pessoal, seu chamado pode não ser o mesmo que o meu. Mas não fique focado em trabalhar só a si mesmo, porque em algum determinado momento você precisará pensar além de si, além do egoísmo, para então poder receber a abundância que o Universo provém. Nunca se esqueça, aquilo que você dá, é o que você recebe. Dê amor, alegria, esperança, é algo que todos nós precisamos.

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