Símbolos: A Triquetra

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Hoje falaremos sobre um dos mais antigos e belíssimos símbolos da antiga cultura celta/druida e seus significados, vem!

Os Círculos da Existência, que também leva o nome de Triquetra é um símbolo muito antigo. A palavra “Triquetra” é uma palavra originária do Latim que é traduzida para o português como “Três Encurralado”. Para os antigos celtas, ela representa um significado especial. O símbolo já foi visto cravado em pedras em diferentes regiões do Norte Ocidental da Europa e também é visto no Livro de Kells, que registra seu significado na história e lenda ancestral desse povo. 

Suas três pontas representam as Tríades, sendo elas o corpo da teologia druídica. Pode-se associá-las a Divina Trindade. As Tríades são formadas utilizando-se de três tipos de ensinamentos, em que cada um completava os outros dois. Sendo muitas vezes associada à representação da Deusa em suas três manifestações: a Donzela, a Mãe e a Anciã ou também como a representação de Deus como Jovem, Guerreiro e o Sábio. Existe também uma definição muito mais antiga de seus círculos. Há traduções literais dessas palavras, mas elas não são suficientes para expressar o seu verdadeiro significado, certamente não no contexto em que são usados no antigos mitos e lendas galegos. Não iremos traduzir tais palavras, pois seria impossível rsrs…

Os Três Círculos

Há três círculos de existência: o círculo do infinito (ceugant) onde, exceto Deus, não há nada vivo nem morto e nenhum ser que Deus não possa penetrar; o círculo da migração (abred) onde todo ser animado procede da morte, que o homem atravessou; e o círculo da felicidade (gwynfyd), onde todo ser animado procede da vida, e que o homem atravessará no céu.

─ Três estados sucessivos dos seres animados: o estado de humilhação no abismo (annoufn); o estado de liberdade na Humanidade e o estado de felicidade no céu.

─ Três fases necessárias de toda existência em relação à vida: o começo em annoufn; a transmigração emabred e a plenitude em gwynfyd. Sem estas três coisas nada pode existir, exceto Deus.

Abred: Nossa Casa Mortal

 O primeiro círculo é chamado de Abred e representa a existência mortal. É onde estamos agora. Fala tanto dessa Terra como de todos os outros Mundos existentes no plano material. Nós nascemos para viver nossas vidas mortais em Abred, neste plano finito da mortalidade, esta Terra Média, que não é um castigo nem um campo de testes. Apenas é.

É o lugar onde experienciamos a existência mortal e as leis de causa e efeito. Aqui, nossas ações, sejam elas boas ou más, tem um efeito e nós continuamos a voltar até termos dizimado todas as nossas pegadas. Quando aprendemos a viver sem perturbar o fluxo do universo, então estamos prontos para seguir em frente. Até então, estamos presos no círculo de nossa mortalidade. O mito abaixo ilustra bem este dilemma:

“Houve uma vez um padre cuja sua sujeira era sacrificar cabras. Um dia, enquanto preparava mais uma cabra para sacrífico, ele ouviu a cabra rir com uma sonoridade humana. Surpreso, ele perguntou à cabra o por que dela estar rindo. A cabra explicou então, que nos passados 500 anos ele tinha nascido como uma cabra sacrificada, para morrer no altar e renascer apenas para ser sacrificado novamente, mas desta vez ele renasceu como um homem. O padre em um primeiro momento, ficou satisfeito, mas então ele viu uma lágrima no olho da cabra, e então perguntou por que a cabra estava triste. A cabra respondeu; ‘Porque 500 anos atrás eu era um padre que sacrificou cabras’.”

Annwn: O Outro Mundo

O segundo círculo é Annwn e representa a passagem da nossa existência mortal ao nosso espírito, a essência que verdadeiramente somos adentra em Annwn.

Na lenda escandinava, este círculo se refere aos salões de Odin que abrigam aqueles que morreram bravamente e de forma honrosa na batalha. Annwn é um lugar de descanso e reflexão; ele pode ser uma casa de alegria e deleite para aqueles de natureza menos bélica ou para aqueles que desejam descansar da guerra. Para o mau, pode ser um lugar sombrio e ameaçador, mas não é um lugar de descanso eterno para ninguém. Depois de absorver o que temos aprendido e experimentado, nos preparamos para o nosso re-nascimento.

Morremos em Annwn e renascemos em Abred para morrer em Annwn, e assim por diante…

Gwynfyd: A “Vida Branca”

 O terceiro círculo é chamado de Gwynfyd.
Quando passamos por todas as experiências de Abred, é hora  de seguir em frente. Vamos então para Gwynfyd, conhecido em irlandês como “Tir na Nog”, a terra da juventude. Aqui, nessa terra imortal, encaramos outras aventuras. Pouco se sabe sobre este círculo. Apenas à que cada transição de Abred para Annwn, ficamos cada vez mais preparados para Gwynfyd, onde se desfruta a plenitude da existência e de todos os seus atributos, libertado das formas materiais e da morte, evolui-se para a perfeição superior e atinge o círculo da felicidade.

O Ceugant

Agora é hora de juntar os três círculos, onde se cruzam e formam um símbolo sagrado que temos vindo a conhecer como o Triquetra. Há seres que são capazes de viajar livremente entre os três círculos ou esferas de existência.  Às vezes, um quarto círculo é adicionado para simbolizar a própria Ceugant e os viajantes do Multiverso através dos três círculos.

A cultura e conhecimentos druidas são muito ricos e interessantes que remontam à um tempo em que o homem venerava a Natureza, sendo ela, o próprio Deus.

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Espero que tenham gostado! Logo tem mais de cultura celta por aqui.

See ya~~ ❤

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Fontes: Hub Pages, Espírito Org e Revista Espírita 1858

Tradução + elaboração: YanRam

Por favor, lembre-se de compartilhar trechos ou textos completos do blog sempre com os devidos créditos!

 

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2 comentários sobre “Símbolos: A Triquetra

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