Florestas Sintéticas – Os riscos das Árvores Geneticamente Modificadas

 

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A indústria de biotecnologia traz novidades ao Jardim. Enquanto os países ao redor do mundo ainda estão encarando os riscos e experienciado as consequências ambientais das plantas geneticamente alteradas (GE), as empresas de biotecnologia já estão se movendo em direção ao seu próximo alvo. Desde 2014, mais de 184 milhões de acres de florestas nativas em todo o mundo foram e continuam sendo sacrificadas. As áreas são destruídas e repostas por plantações de árvores geneticamente modificadas (GE). Nessas plantações de árvores transgênicas, não há nenhuma outra espécie de plantas, insetos, pássaros ou animais selvagens – apenas fileiras e mais fileiras de árvores clonadas. Árvores que crescem à um ritmo acelerado em uma crosta de solo morto, sem vida, que diminui as reservas de água subterrânea.

As árvores estão sendo geneticamente modificadas com características não naturais, tais como a capacidade de matar insetos, tolerar temperaturas mais frias, resistir à produtos químicos tóxicos, e crescer mais rápido – mas essas “vantagens” cobram um preço.

Por que criar Árvores Geneticamente Modificadas?

A Indústria quer comercializar árvores especialmente “desenhadas” com uma variedade de características que irão aumentar a sua capacidade de geração/captação de renda – pelo menos à curto prazo. Vale lembrar, que as árvores são cotadas em diferentes graus de valor comercial, dependendo de suas características e da rapidez com que podem ser colhidas. Por exemplo, algumas árvores, como o Eucalipto que possuem crescimento rápido, foram projetados para crescer ainda mais rápido. Na conspiração da Indústria de Papel, árvores estão sendo modificadas para baixos níveis de lignina, que age como polímero natural que precisa ser removido a partir de polpa de madeira antes da polpa ser transformada em papel, que é uma parte muito cara do processo. O problema é, a lignina é o que gera a integridade estrutural das árvores – é o que as permite estarem fortes e resistentes em condições climáticas ásperas e adversas, ajudando-as a resistir doenças e danos recorrentes por parte de animais e insetos. As árvores com níveis baixos de lignina são mais fracas e menos capazes de resistir à essas pressões ambientais e não nutrem fungos importantes ao serem repostas. Essas árvores quando mortas, também se decompõem mais rápido, liberando grandes quantidades de dióxido de carbono para a atmosfera mais rapidamente, o que contribui para as fortes alterações climáticas.

A melhor coisa seria parar de usar as árvores para fabricar papel, que não precisa ser feito necessariamente de polpa de árvore. Outros materiais mais amigáveis da Terra estão disponíveis, como resíduos agrícolas, cannabis, tabaco e até mesmo folha de bananeira. Além da possibilidade de reciclar o próprio papel em si, já que existem em toneladas e são desperdiçados todos os dias. Árvores frutíferas também estão sendo modificadas geneticamente e marcadas como “resistentes à doenças”. Entretanto, apesar dos argumentos publicitários, a maioria das árvores geneticamente modificadas são, na realidade, mais fracas e ainda mais suscetíveis à doenças que suas contrapartes naturais e acabam necessitando de grandes quantidades de produtos químicos para permanecer viáveis, sob a forma de herbicidas e pesticidas. Como se não fosse o bastante, ainda há a contaminação de árvores frutíferas silvestres e orgânicas por genes modificados. Tem sido devastador, como por exemplo o que ocorreu no Havaí com a contaminação das plantações de mamão transgênicos que se cruzou com a plantação selvagem, o que levou ao fim da indústria de Papaya orgânica¹.

Especialistas afirmam que a Engenharia Genética é uma “Ciência Desleixada”

O problema com a engenharia genética tem a ver com o fato de que esses animais e plantas transgênicos são criados através da transferência horizontal de genes (também chamada de herança horizontal), em contraste com a reprodução natural que acontece através de transferência vertical de genes, ou herança vertical, é a transmissão de genes a partir da geração de pais para filhos através reprodução sexuada ou assexuada, ou seja, por procriação de um macho e uma fêmea de uma espécie. Por outro lado, a transferência horizontal de genes envolve a injeção de um gene de uma espécie para uma espécie completamente diferente, que produz resultados inesperados e muitas vezes imprevisíveis, devido à sequência de mutações que gera.

Os defensores da engenharia genética alegam poder aplicar os princípios da herança vertical para herança horizontal. Mas de acordo com o premiado cientista e geneticista David Suzuki, Ph.D. este pressuposto é falho em praticamente todas as formas possíveis e é “apenas uma ciência desleixada”

Genes não funcionam no vácuo –  eles agem no contexto do genoma inteiro. Conjuntos inteiros de genes são ligados e desligados, a fim de chegar a um organismo particular, e toda essa orquestração é um genoma ativado. Quando se altera um genoma, a natureza pode responder de formas imprevisíveis. É um perigoso erro presumir que esses traços genéticos serão expressos corretamente, independentemente de onde eles estejam inseridos. A segurança da engenharia genética é baseada em apenas uma hipótese, e na ciência, hipóteses muitas vezes acabam dando errado.

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A propagação de sementes e pólen é incontrolável

Árvores geneticamente modificadas são vastamente diferentes de outros organismos modificados como o milho e grãos de soja, pois as árvores podem viver por décadas e até mesmo séculos na natureza selvagem. Uma vez que as árvores transgênicas escaparem dos limites de sua plantação, eles serão extremamente difícil, se não impossível, de erradicar. Muitas espécies de árvores, como os Pinheiros ou Populus, podem espalhar seu pólen e sementes através de longas distancias. O pólen pode explodir há centenas ou mesmo milhares de milhas, sujando árvores nativas com pólen geneticamente modificado. Consequentemente, os riscos, regularização, e as necessidades de avaliação de árvores transgênicas são ainda maiores do que aqueles das culturas mais sazonais, como de milho e soja GE. Ao alterar ecossistemas florestais põe-se em perigo a saúde de todo o planeta. Florestas nativas tem sido chamadas de “pulmões da Terra”, gerando alimento e vida selvagem em todos os lugares. As florestas absorvem dióxido de carbono e produzem oxigênio, filtram água e a devolvem à atmosfera enquanto constrói e reconstrói o solo.

Com árvores geneticamente modificadas, a contaminação das florestas nativa é tanto inevitável, como irreversível. Muitas espécies de árvores cruzam regularmente com espécies semelhantes, e algumas são altamente invasivas, incluindo Eucalyptus – um “valentão” que está se espalhado fora de controle em toda a Califórnia. Uma vez que as espécies de árvores silvestres estiverem contaminados, árvores GE poderão assumir vastas áreas geográficas, e não há nenhuma que possa inverter esse processo.

O melhor invento desde a Serra Elétrica!

Esses novos tipos de árvores podem mudar toda a estrutura ambiental da Terra. Vale lembrar que as florestas nativas já são ameaçadas pela mineração, agricultura, poluição e outros fatores. Quando se perde uma floresta, não perdemos apenas árvores – destrói-se toda uma teia de vida. Nós nem ao menos sabemos ao certo o quão extensa é essa perda, já que muitas espécies de plantas, animais e insetos ainda nem foram estudados. Esta biodiversidade contêm a cura de diversas doenças, e podem promover a curas de doenças ainda difíceis como câncer e outras. A perda de florestas nativas também tem efeitos negativos sobre o clima mundial. Todos saímos perdendo. Os efeitos na saúde causados por sementes e pólen transgênicos geram preocupações adicionais. Por exemplo, os pássaros comem as sementes, e não temos ideia de como eles vão ser afetados. Pessoas inalam o pólen – como é que o nosso sistema imunológico reagirá? Não se sabe porque não foi estudado. Aldeias filipinas inteiras foram atingidas com uma doença misteriosa relacionado ao pólen Bt-milho, mas uma investigação oficial nunca foi feita².

Além disso, como mostrado no filme linkado no fim deste artigo, apenas 1% dos herbicidas e pesticidas pulverizado acertam seu alvo na plantação – o restante vai direto para a solo, em consequência, para água e alimentos. Como cultivos alimentares transgênicos, as árvores transgênicas são fortemente dependentes desses produtos químicos. Meio milhões de toneladas de produtos químicos tóxicos já chovem sobre os EUA a cada ano em águas de chuva – sendo sua maioria atrazina. A pulverização aérea de atrazina é usada quase exclusivamente no setor florestal. A Academia Americana de Medicina Ambiental (AAEM) aconselha aos médicos a alertarem seus pacientes sobre os perigos potenciais à saúde através da consumação de alimentos geneticamente modificados (GMO), incluindo infertilidade, problemas imunológicos, envelhecimento acelerado, a regulação deficiente de insulina e alterações nos principais órgãos, sistema gastrointestinal com  processos inflamatórios na periferia do corpo, que conduzem processos inflamatórios degenerativos dentro do cérebro. (Leia: A Monsanto está Destruindo os Grãos e a Vida de Todos). As árvores transgênicas só vão aumentar esses riscos.Segue abaixo uma lista de todos os perigos do plantio de árvores geneticamente modificadas resumidas, não é muito abrangente, mas, pelo menos vai lhe fornecer uma noção da gravidade deste problema:

  •  A perda de florestas nativas gera perda de diversidade
  • Água subterrânea contaminada
  • Aumento do risco de incêndio (alta taxa de óleo em árvores de eucalipto as transforaram em tochas de fogo selvagem)
  •  Aumento do uso herbicidas e pesticidas
  •  Uso em excesso de água (as árvores transgênicas necessitam de muito mais água que as naturais)
  • Desmatamento (Monoculturas de plantio NÃO são florestas)
  • Solos danificados e diminuição do isolamento de carbono
  • A poluição do ar pela queima de pastilhas de madeira e de lenha produz partículas super finas que podem ultrapassar as defesas do seu corpo
  • Riscos desconhecidos para a saúde
  • Efeitos adversos à saúde de aplicação aérea de produtos químicos tóxicos
  • Contaminação da cadeia genética
  • Perda de terra, meios de subsistência e de exportação
  • Milhares de mutações criadas
  • Ciência ruim com consequências imprevisíveis
Sobre a ArborGen

A maior pesquisadora e desenvolvedora das Árvores de mentirinha são frutos da companhia ArborGen, um “o filho” que nasceu graças à junção da Monsanto com a International Paper, a Westvaco e Fletcher Forests. ArborGen é uma das maiores proponentes corporativas da América (incluindo o Brasil) de árvores modificadas geneticamente e espera seguir os passos da Monsanto, através do livre comércio. Se essas árvores forem regulamentadas pela USDA, a espera de crescimento para a ArborGen é de 2.000% até 2017.4 😦

Cientistas do Center For Food Safety recentemente expuseram uma carta secreta de negociações entre a USDA e a ArborGen que data o mês de Agosto do ano de 2014. Na carta, a USDA faz uma decisão imprudente permitindo que a ArborGen continue alterando geneticamente sementes para a composição de madeira alterada. As árvores podem ser plantadas em qualquer lugar dos EUA sem o conhecimento público ou o acesso a informações sobre eles. Os pinheiros Pinus taeda são nativos em 14 estados em todo o sudeste dos Estados Unidos e são cultivadas em plantações de todo o mundo. Seu pólen é conhecido por viajar por centenas de milhas. Grupos ao redor do globo estão fermentando protestos, pois esta é a primeira árvore GE a ser legalizado sem qualquer governo ou supervisão pública ou de avaliação de riscos. 

De acordo com a ecologista e biologista Rachel Smolker, Ph.D da Bluefluelwatch:5

“Se esses pinheiros Pinus Tadea GE são liberados em grande escala em os EUA, não haverá maneira de impedi-los de cruzarem e contaminarem os pinheiros nativos. Esta a contaminação é deliberada, irreversível e completamente irresponsável do meio ambiente com consequências desconhecidas e possivelmente devastadoras. Os ecossistemas florestais são mal compreendidos, e a introdução de árvores com genes modificados para gerar madeira modificada, poderia ter todos os tipos de impactos negativos sobre os solos, fungos, insetos, animais selvagens, aves canoras e de saúde pública. E tudo isso para o lucro comercial de curto prazo.

Além dessa espécie de pinheiro, a ArborGen também está buscando a aprovação USDA para árvores de eucalipto modificadas com tolerância ao frio. Se concedida, a ArborGen planeja vender centenas de milhões de mudas para serem plantadas a cada ano em todo o sudeste dos Estados Unidos, do Texas a Carolina do Sul. Eles também estão promovendo o desenvolvimento de uma árvore GE de Castanha Americana para ser resistente à ferrugem, bem como muitos outras.

A Campanha Global para Deter o Plantio de Árvores GE

plantações de árvores geneticamente modificadas ameaçam estragar matas nativas, deslocar os agricultores locais e destruir economias sustentáveis. Pólen e sementes de árvores transgênicas são impossíveis de controlar, com consequências ecológicas potencialmente sombrias.Comunidades auto-suficientes serão forçados a deixar suas terras, somando-se o crescimento de favelas da cidade. Apesar do conhecimento desses resultados prováveis, a indústria da biotecnologia com o total apoio do governo dos EUA, está empurrando as árvores transgênicas para a frente, cada vez mais sem zelo.

Felizmente, há algumas boas notícias no horizonte. Organizações de todo o mundo e de todos os ângulos de interesse, se uniram para formar uma rede global em oposição às árvores transgênicas. A campanha para acabar com as árvores GE inclui mais de 200 organizações em 49 países. Se você se preocupa com esta questão, por favor, visite o site e assine sua petição ao USDA. << CLIQUE AQUI >> 

Mas não para por aí! Seguem-se mais algumas coisas que você pode fazer para ajudar a preservar nossas florestas nativas:

  • Abster-se de comprar produtos de papel feitos a partir de árvores de celulose / madeira; em vez disso, comprar papel reciclado (papel higiênico, lenço de papel, papel de escrita, papel de computador); Greenpeace e NRDC tem guias para download úteis para a compra de reciclados, produtos amigos da terra
  • Reutilizar e reciclar os produtos de papel que você usar
  • Cortar na impressão; pergunte-se se você realmente precisa imprimir um documento;
  • usar ambos os lados de um papel antes de jogá-lo;
  • usar papéis antigos para as notações; reutilizar papel de embrulho, ou fazer o seu próprio a partir de papel de jornal ou revistas.

Para maiores informações, por favor visite:

“Florestas Sintéticas” é um documentário que expõe a verdade sobre as árvores GE. Neste curto, mas contundente filme, os principais cientistas discutem os impactos devastadores e irreversíveis ao permitir as árvores transgênicas em nosso ecossistema global.

Legendas em português disponíveis em Traduzir Legenda nas Configurações do vídeo.

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Fontes deste artigo:

Escrito por Dr. Joseph Mercola, médico osteopata. Traduzido por NM.

Por favor, lembre-se de compartilhar trechos ou textos completos do blog sempre com os devidos créditos!

 

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