Mulheres no Honganji

yaya

“Qual o papel das mulheres dentro do Templo Honganji? Apesar da aparente limitação de ser mãe, esposa ou filha de monge, a mulher detêm um importante e imprescindível papel dentro do Budismo. O príncipe Sidarta, logo após seu nascimento, perdeu sua mãe, que faleceu ao dar à luz aquele que posteriormente veio a ser chamado de O Buda. O príncipe foi criado por sua tia, Mahaprajapati, a primeira monja na longa história da trajetória do Budismo. Ela foi ordenada pelo próprio Buda que a princípio era contrário à idéia da Ordenação de mulheres, querendo poupá-las de uma vida difícil de mendicância, restrições, preceitos rígidos e peregrinações. Até que seu discípulo Ananda intercedeu por elas e o Buda concordou em ordenar sua tia e mais 500 mulheres que a acompanhavam em seu intento.

Dentro da história do Shin Budismo, o Mestre Shinran também perdeu a mãe muito cedo, o que certamente apressou muito o seu ingresso na vida monástica. Mais tarde, ao desposar Eshin-ni, quebrou com a tradição do celibato entre os monges. Eshin-ni surgiu na vida do Mestre Shinran quando este encontrava-se em exílio na longínqua região de Echigo, centro-norte do Japão. Mais tarde após o falecimento do Mestre Shinran em 1262, sua filha Kakushin-ni foi responsável pela doação das terras onde foi construído a pequena capela hexagonal. Situada em Ôtani, no sopé da colina Higashiyama, ali foram depositados os restos mortais de Shinran e entronizada sua imagem. Era chamado o Pavilhão do Ícone Sagrado ou simplesmente Mausoléu. E os descendentes de Kakushin-ni, até os dias atuais, são os responsáveis em residir no local, cultuar a imagem e zelar pelo pavilhão. Assim foi o início do Templo Honganji.

Atualmente as mulheres no Honganji detém em igualdade de direitos e deveres, a responsabilidade de dar continuidade à expansão dos Ensinamentos do Budismo. Nós mulheres somos representadas por predecessoras de um valor inestimável, cuja dedicação, apoio, respeito, dignidade, inspiração e fé, seja na figura de seus pais, maridos ou filhos, foram impulsionadoras, mantenedoras e a força-matriz do Budismo. Dedico aqui toda a minha veneração, profundo respeito e admiração a essas mulheres: Rainha Maya, Mahaprajapati, Eshin-ni, Kakushin-ni e todas as Bon-mori (literalmente: aquela que vela e protege o monge, o templo e consequentemente os Ensinamentos e o Sangha), em seu relevante papel de conciliadora da vida mundana e cotidiana com a vida religiosa e sagrada.”

Namu Amida Butsu 南無阿弥陀仏

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